Zelaya destaca apoio da UNASUL
Essa matéria foi publicada na Edição 438 do Jornal Inverta, em 12/08/2009O presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, destacou o respaldo da União das Nações Sul-americanas (UNASUL) à luta de seu povo contra o regime golpista e pela volta à institucionalidade. “Este apoio é muito significativo”, disse Zelaya diante de milhares de pessoas que assistiram no dia 10/08 a um grande festejo popular no estádio Atahualpa, em Quito, Equador, com motivo da posse para um segundo mandato do presidente equatoriano, Rafael Correa.
Zelaya destaca apoio da UNASUL
O presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, destacou o respaldo da União das Nações Sul-americanas (UNASUL) à luta de seu povo contra o regime golpista e pela volta à institucionalidade.
“Este apoio é muito significativo”, disse Zelaya diante de milhares de pessoas que assistiram no dia 10/08 a um grande festejo popular no estádio Atahualpa, em Quito, Equador, com motivo da posse para um segundo mandato do presidente equatoriano, Rafael Correa.
Zelaya assistiu como presidente legítimo de Honduras à tomada de posse de Correa e também participou como convidado especial na III Cúpula da UNASUL.
Os presidentes da União das Nações Sul-americanas condenaram o golpe de Estado em Honduras e reafirmaram sua determinação de não reconhecer nenhuma convocação a eleições pelo regime de facto.
Desta forma chamaram à comunidade internacional a adotar novas medidas para assegurar o restabelecimento de Zelaya no exercício pleno de suas funções.
“O povo hondurenho completa hoje 44 dias de greve permanente, os professores não foram a nenhum dia de aula porque disseram que não vão ensinar as suas crianças como se dá um golpe de Estado, e que não voltarão até que se restitua a democracia”, disse Zelaya.
Denunciou que nos últimos dias foram assassinados mais de 10 jovens que resistem ao regime de facto de Roberto Micheletti.
O presidente de Honduras chamou os soldados a não apontar seus rifles contra o povo, mas contra a oligarquia que explode seu país.
A necessidade de aumentar as medidas contra o regime golpista hondurenho para garantir o gozo e desfrute dos direitos humanos nesse país destaca hoje entre as demandas à comunidade internacional.
No último dia cinco, uma comissão independente integrada por especialistas de cerca de quinze países pediu ao mundo para manter uma posição firme de condenação ao golpe de Estado, exigindo a restituição do presidente Manuel Zelaya.
O grupo solicitou o restabelecimento da ordem constitucional, e segundo observadores, somente faltou acentuar que esta volta deve ser sem condições, algo prevalecente na fracassada mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias.
Enquanto, o embaixador estadunidense em Manágua, Robert Callaham, contrário ao que propõe o próprio Zelaya, disse que a posição da Casa Branca, quanto a Honduras, é que o Acordo de San José é a maneira “mais eficaz e mais justa para resolver o problema”.
Golpistas hondurenhos acusados de violações constitucionais
A repressão a manifestantes antigolpistas na Universidade Nacional Autônoma de Honduras (UNAH) comprova mais uma vez que a Constituição carece de validade para o regime de facto, considerou a imprensa local.
Nesta quinta-feira alunos e professores do alto centro de estudos foram vítimas da repressão pelas mãos do Comando Especial Cobra da Polícia Nacional; um confronto que deixou como saldo vários feridos, desmaiados e lesionados.
O artigo 160 da Constituição da República estabelece que a UNAH “é uma Instituição Autônoma do Estado, com personalidade jurídica. Mas o ocorrido “comprova mais uma vez que em nosso país está rompendo a ordem constitucional, ou seja, que a Constituição carece de validade para o regime golpista”, avalia nesta sexta-feira o periódico Tiempo.
Nestas condições, considera em um editorial, “não faz sentido invocar a Constituição para exigir ao governo o respeito aos direitos das pessoas e das instituições porque a lei vigente é a força, ou seja, a base do regime ditatorial”.
Não em vão, acrescenta o texto, o artigo três da carta magna nesta nação centroamericana estabelece que “ninguém deve obediência a um governo usurpador” e que “o povo tem direito a recorrer à insurreição em defesa da ordem constitucional”.
Os militares invadiram os prédios da Cidade Universitária, agrediram suas mais altas autoridades -a reitora, Julieta Castellanos, e o presidente da Junta de Direção Universitária, Olvin Rodríguez- e ampliaram a brutalidade repressiva contra os estudantes, os docentes e os sindicalistas, recorda o jornal.
Tudo isso, precisa, “por ter formado a Resistência Universitária contra o golpe de Estado”.
A atuação policial, argumenta o jornal, ocorreu sem prévio aviso aos estudantes, que iam deixar suas demonstrações pacíficas de resistência civil, o mesmo aconteceu com o atropelo às autoridades universitárias, que tentavam evitar a entrada dos militares.
Outra “poderosa dose” de repulsa nacional e mundial dá a si próprio o regime de facto ao atacar à comunidade universitária, “sempre com o vergonhoso disfarce da defesa da democracia”, conclui o Tiempo.
Prensa Latina





