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Michael Jackson: eleito Rei do Pop, mas foi escravo até a morte

Essa matéria foi publicada na Edição 437 do Jornal Inverta, em 04/07/2009

Noticiada a morte de Michael Jackson, aos 50 anos de idade, por parada cardíaca e respiratória, toda uma legião de fãs do artista chora sua morte e se pergunta por quê? Enquanto isto, golpes de estados em Honduras (a recusa do exército em aceitar a realização do referendo) e no Irã (o jogo da direita em não aceitar o resultado das eleições), orquestrados pela CIA, estão em andamento; no Peru, um massacre de indígenas banhou de sangue as selvas de nossa América, a mídia cega os olhos das massas e tapa seus ouvidos com a voz e a performance do artista. Mesmo morto, o eleito Rei do Pop pela indústria capitalista fonográfica continua escravo do papel histórico que desempenhou na vida devido ao seu reconhecido talento genial: entreter as massas e dar lucro à indústria capitalista fonográfica desde a Motown, Epic e Sony Music.

Michael Jackson: eleito Rei do Pop,
mas foi escravo até a morte

 

Noticiada a morte de Michael Jackson, aos 50 anos de idade, por parada cardíaca e respiratória, toda uma legião de fãs do artista chora sua morte e se pergunta por quê? Enquanto isto, golpes de estados em Honduras (a recusa do exército em aceitar a realização do referendo) e no Irã (o jogo da direita em não aceitar o resultado das eleições), orquestrados pela CIA, estão em andamento; no Peru, um massacre de indígenas banhou de sangue as selvas de nossa América, a mídia cega os olhos das massas e tapa seus ouvidos com a voz e a performance do artista. Mesmo morto, o eleito Rei do Pop pela indústria capitalista fonográfica continua escravo do papel histórico que desempenhou na vida devido ao seu reconhecido talento genial: entreter as massas e dar lucro à indústria capitalista fonográfica desde a Motown, Epic e Sony Music.

Michael Jackson, que desde que apareceu no mundo artístico, aos 5 anos, junto com seus irmãos (Jackie, Tito, Marlon e Randy) revelou seu genial talento: o garoto negro que canta como um anjo logo foi conduzido a uma nova escravidão: a indústria musical americana. Ela moldou o jovem ao mercado em todos os sentidos, desde a manipulação genética, através de aplicações de hormônios para manter sua voz com o mesmo timbre dos seus 5 anos de idade, até a mudança de sua cor e características físicas. Todas estas mudanças com um único objetivo: vender discos para dar lucro à indústria fonográfica.

Naturalmente, o artista parecia mais um alienígena, descaracterizado de suas raízes históricas e de suas características geneticamente transmitidas pelos pais, também obteve as compensações conforme os valores da sociedade capitalista que iriam compor sua gaiola de ouro: 13 Grammys, vendedor imbatível de discos, cerca 750 milhões de cópias, somados todos os seus álbuns, além do título de “Rei do Pop” em todo o mundo, mansões e brincadeiras com as crianças, tudo apropriado para sua idade mental e para suportar as críticas por sua desfiguração humana. Eis uma explicação para o fracasso dos seus casamentos e uso de drogas e medicamentos cautelosamente ministrados pelo médico particular.

Sua vida de sucessos chegou ao auge, e com o disco Thriller, sua performance influenciou toda uma geração de artistas e estilo musical. Mas no início dos anos noventa entrou em decadência, e passou a utilizar-se de golpes publicitários. Em 2001, ao lançar o disco Invencible, entra em contradição com a gravadora Sony Music, acusando-a de racista por não aceitar a gravação do clip da música ‘What More Can’t Give’, qualificado de pornográfico. Então veio o turbilhão de ações criminais contra o artista: acusação de pedofilia, vício em medicamentos, até o escândalo que precedeu sua apresentação na Alemanha: sacudir seu filho da sacada da janela do hotel em que se hospedava, com uma das mãos, constrangendo o mundo.

Mas, Michael Jackson nos últimos dias, com várias debilidades físicas, não podia andar sem máscara devido aos fracassos nas operações plásticas feitas para mudar seu rosto. Não podia suportar atividades físicas dada sua fragilidade corporal, sendo obrigado utilizar fortes medicamentos para suportar o seu próprio corpo. Segundo os noticiários, estava com uma fratura na perna. Os acordos para se livrar dos processos por pedofilia, casamentos fracassados e a gravadora Sony Music, segundo a imprensa, sua dívida é calculada entre 400 e 500 milhões de dólares, comprometendo sua fortuna. Então veio o golpe fatal, a morte, ainda não totalmente esclarecida. Seu médico particular está sendo procurado pela polícia.

Contudo, o artista que se tornou escravo da indústria fonográfica aos 5 anos de idade, morreu aos 50 anos, apresentando seu último espetáculo, a morte. E em seu último espetáculo não fez por menos: dispara a venda dos seus discos; a mídia no mundo inteiro promove esta última manipulação de sua genialidade e talento artístico, para elevar as vendas dos seus discos e encobrir a vida real dos que sofrem a opressão do sistema na gaiola de ferro, os centenas de indígenas massacrados no Peru, os golpes de Estado que estão em curso em Honduras e no Irã; os milhares de desempregados e famintos que resultam da crise do capitalismo.

Milhões de fãs de Michael Jackson choram sua perda, mas quem lucra é a Sony Music e a mídia burguesa que recebe milhões para manter sua lembrança e registrar a comoção dos fãs. Entretanto, a questão que fica é: Não foi assim com James Dean; com Marilyn Monroe, com Elvis Presley? Parece que o último espetáculo do artista escravo da indústria fonográfica capitalista é a sua morte. Os fãs fazem o resto: realizam os lucros capitalistas, para que novos e geniais talentos ocupem o lugar vazio da gaiola de ouro de Michael Jackson.


Aluisio Pampolha Bevilaqua

Rio de Janeiro, 26 de Junho de 2009

 

Ações do documento

michael jackson

Enviado por re em 08:38
voce se foi mas nunca saira dos nossos coraçoes e das musicas mais lindas do mundo vc sempre sera o rei do pop fique com deus
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