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1° de Maio na Quinta da Boa Vista

Essa matéria foi publicada na Edição 436 do Jornal Inverta, em 02/06/2009

O 1° de Maio de 2009 foi marcado pela presença do Partido Comunista Marxista-Leninista, Movimento de Luta Contra o Neoliberalismo, Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais, Jornal INVERTA, Juventude 5 de Julho e sindicatos aliados na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.

1° de Maio na Quinta da Boa Vista

No RJ, trabalhadores reunidos na Quinta cantam a Internacional Comunista

1° de Maio na Quinta da Boa Vista

 

Bandeira vermelha ao vento, distribuição do Jornal INVERTA e do Manifesto do 1° de Maio de 2009 aos trabalhadores e música de Gonzaguinha ao fundo: assim foi marcada a presença do Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML), Movimento de Luta Contra o Neoliberalismo (MLCN), Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais (CEPPES), Jornal INVERTA, Juventude 5 de Julho (J5J) e sindicatos aliados na Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, nesse 1º de Maio. O ato contou com a presença de dezenas de militantes vindos de Nova Iguaçu, Queimados, Miguel Couto, Zona Norte e Centro da cidade do Rio, Niterói, Itaboraí e Nova Friburgo, que trouxeram suas faixas saudando o Dia do Trabalhador.

O ato político foi iniciado com a leitura, feita por Haroldo de Moura, do Manifesto do PCML, publicado no Jornal INVERTA. Intitulado 1° de Maio de 2009: O objetivo final é o comunismo, o texto foi direto afirmando que “chegou o momento da classe operária, em todos os países, em especial no Brasil, ir à ofensiva, ultrapassar os limites históricos das bandeiras de luta do 1º de Maio de 1886 em Chicago, nos EUA, - a Greve Geral pela jornada de 8 horas e melhores condições de trabalho. É impossível diante da crise atual sustentar bandeiras de luta meramente defensivas, é momento de ir à frente e se unir sob a bandeira maior da Revolução Comunista, como única alternativa à crise do capitalismo e ao sofrimento que ela impõe a todos os trabalhadores”.

Dados sobre a realidade do trabalhador brasileiro, que cada vez mais cai na informalidade, com enxurradas de demissões, foram destacados no Manifesto do 1° de Maio elaborado pelo Comitê de Luta Contra o Neoliberalismo-RJ e o CEPPES, com o apoio de várias entidades, que também foi lido durante o ato pelo Presidente do CEPPES, Antônio Cícero Cassiano.

Jaqueline Alves, Diretora do Sindisprev-RJ; Gelson , representante do Departamento de vendas da Cooperativa Inverta; Dídimo Quirino de Mello, da Associação de Aposentados e pensionistas do Instituto de Previdência situados em Petrópolis; Wanilton Reis dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Petrópolis; Fábio Rodrigues, da Juventude 5 de Julho; e Margarida Mereci, Diretora do Centro Cultural Casa das Américas, são os representantes das entidades e sindicatos presentes que fizeram uso da palavra e destacaram a importância de um 1° de Maio de luta para os trabalhadores.

Encerrou as falações Aluísio Pampolha Bevilaqua, Editor Chefe do Jornal INVERTA: “A crise que está atravessando o mundo é uma crise séria, ela está chegando aqui no Brasil e jogando muita gente no desemprego. Agora, ela é uma crise que não tem solução. O capitalismo não é mais uma sociedade viável para o povo. Ou o povo toma consciência disso e deixa de participar das manifestações que vão para sortear e enganar o povo novamente, oferecendo as coisas de graça para mantê-lo na ignorância e mantê-lo escravo do sistema, que em parte alguma dá as melhores condições de vida para o povo. Nós deixamos a mensagem: só o comunismo, a revolução comunista pode acabar com a miséria do nosso povo, pode acabar com a miséria no mundo e pode chegar a estabelecer uma sociedade igual, aonde homens tenham a sua liberdade porque consigam fazer aquilo que deve ser feito para toda sociedade, sem ilusões, sem ilusões. Essa é mensagem que quero deixar e dizer que o manifesto do 1° de Maio escrito pelo Comitê de Luta Contra o Neoliberalismo coloca nossas posições. Até sempre, companheiros, estamos na luta!”.

Em sua parte cultural, o ato contou com a apresentação de artistas do povo. O grupo Uniafri empolgou o público com apresentação de jongo, maculelê, capoeira, folia de rei, samba, hip-hop, funk, entre outros ritmos que fazem parte da cultura Afro. Os trabalhadores experimentaram ainda muitas risadas com a apresentação da dupla de palhaços Parafuso e Boquinha. Já o Sudeste Show, como é tradição, com o líder Ananias o Reggae do Salgueiro, Ronald Simbora no teclado e a encantadora voz de Sylvia Duarte, colocou todos para dançar ao som de muito forró e muito reggae.


Érica Soares

 

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