Venezuela nacionaliza 60 empresas
Essa matéria foi publicada na Edição 436 do Jornal Inverta, em 02/06/2009No começo de maio, a Petroleos de Venezuela S.A. (PDVSA) retomou o controle das operações lacustres no Lago de Maracaibo ao nacionalizar 60 empresas privadas ligadas às atividades primárias da principal indústria do país. Esta medida foi anunciada pelo presidente Hugo Chávez, no município de Lagunillas, no estado de Zulia. O presidente venezuelano indicou que uma das conseqüências desta ação revolucionária, além de recuperar a propriedade e o controle de ativos, é a liberação dos trabalhadores do jugo capitalista. Com esta medida calcula-se uma economia de 700 milhões de dólares anuais.
Venezuela nacionaliza 60 empresas
No começo de maio, a Petroleos de Venezuela S.A. (PDVSA), gigante estatal no setor de petróleo, retomou o controle das operações lacustres no Lago de Maracaibo ao nacionalizar 60 empresas privadas ligadas às atividades primárias da principal indústria do país. Esta medida foi anunciada pelo presidente Hugo Chávez no município Lagunillas, no Estado de Zulia, ao norte do país.
Chávez indicou que uma das conseqüências desta ação revolucionária, além de recuperar a propriedade e o controle de ativos, é a liberação dos trabalhadores do jugo capitalista. “Os burgueses levavam grandes lucros do país mediante a exploração dos trabalhadores e trabalhadoras, isso é o modelo capitalista”, saudando assim o ingresso à órbita estatal de 8 mil trabalhadores das atividades recuperadas. Chávez ainda acrescentaria que “o capitalismo converte o trabalhador num escravo, o espreme e quando já não pode mais espremer, o expulsa e abandona”. Durante anos, os trabalhadores deviam cobrir com seu próprio dinheiro alguns problemas que eram de obrigação da empresa acionista, como o reparo de lanchas.
Com esta medida, calcula-se uma economia de 700 milhões de dólares anuais, dado que, até então, o custo da produção do barril na zona era de quase 8 dólares, dos quais 40% ficavam nas mãos de acionistas. Estas operações se deram logo depois de aprovada a Lei Orgânica, que reservava ao Estado bens e serviços relacionados às atividades primárias do petróleo, incluindo injeção de água, compressão de gás e transporte lacustre.
O ministro de Energia e Petróleo e presidente da PDVSA, Rafael Ramirez, destacou que todos os trabalhadores vinculados com as empresas sujeitas à Lei passam a formar parte da indústria petroleira, através de um processo de absorção, além de lembrar que a medida visa reduzir o alto grau de conflito gerado pelo descumprimento das obrigações trabalhistas por parte dos acionistas privados. O ministro informou ainda que desde a meia noite da quinta, dia 07 de maio, “os trabalhadores se organizaram para controlar todas as instalações, e às 6 da manhã da sexta recebemos um primeiro relatório de que mais de 85% das instalações e atividades já estavam sob controle do Estado revolucionário”. O vice-presidente de Exploração e Produção da PDVSA, Eulogio del Pino, destacou, por sua vez, a importância de controlar as operações de mais de 300 lanchas nacionalizadas. “Com as ações do Governo Bolivariano, estamos deixando uma política antinacional que se desenvolveu na Quarta República e recuperando o controle de mais de 37 cais no Lago de Maracaibo, que vão ser utilizados para atividades costa afora”.
Em Caracas, o jornal da oposição El Nacional assegurou que uma das empresas que se retiraram do negócio dos serviços ligados ao petróleo é a britânica John Wood Group, que tinha 49,5% na firma Simco (Serviços de Engenharia, Manutenção, Construção e Operações), gozando de um contrato que lhe assegurava 800 milhões de dólares em 16 anos para o tratamento e injeção de água no Lago de Maracaibo.
A PDVSA conseguiu rebaixar significativamente seus custos e gastos para este ano, de 17 bilhões para 06 bilhões de dólares. Busca-se, assim, sustentar com 14 bilhões de dólares o orçamento de investimento em desenvolvimento e exploração de novas reservas.
Sucursal-SP






