O lago dos cisnes di grátis
Essa matéria foi publicada na Edição 436 do Jornal Inverta, em 02/06/2009Algumas pessoas recentemente pararam suas tristes-loucas-vidas para assistir o coro do Teatro Municipal do Rio de Janeiro em frente à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia. Sim, para ouvirem o coro, não as manifestações dos artistas ameaçados de serem enxotados do seu ninho artístico. Mas não é a falta de tempo nem de ocasião que os fizeram isentos de serem apreciadores dos espetáculos culturais, mas a falta de grana, simples, simples assim. Porém, somos todos vítimas.
O lago dos cisnes di grátis
Algumas pessoas recentemente pararam suas tristes-loucas-vidas para assistir o coro do Teatro Municipal do Rio de Janeiro em frente à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia. Sim, para ouvirem o coro, não as manifestações dos artistas ameaçados de serem enxotados do seu ninho artístico.
Mas não é a falta de tempo nem de ocasião que os fizeram isentos de serem apreciadores dos espetáculos culturais, mas a falta de grana, simples, simples assim. Porém, somos todos vítimas.
Os artistas que estão à margem do que é considerado trabalho, agora viram-se misturados à multidão que, na grande maioria, não possui uma renda estável. E cresce entre a categoria o medo de que ocorra com estes o que ameaça a todos os trabalhadores. Pois o projeto de lei, iniciado pelo Governador Sérgio Cabral, tem como objetivo entregar mais patrimônios públicos (desta vez culturais) a entidades privadas.
Mais uma vez, o cenário se dá através do caos, provavelmente não deixarão rastros do que se pode ocorrer, toda essa burocracia serve para desarticular o cidadão e evitar que se posicione.
Oferecer ao povo “O Lago dos cisnes” di grátis só mesmo quando querem privatizar a cultura brasileira.
Antes de mais nada, vale lembrar também que não é somente o Teatro Municipal, acredito que o burburinho em torno deste se deu por ser usufruído por quem pode pagar as caríssimas apresentações de balé.
A FUNARJ também é a responsável pelo Teatro Gláucio Gil, Museu dos Teatros, Museu Carmem Miranda, dentre outros que facilitam a vida (e o trabalho) dos que não estão incluídos como “os representantes da classe artística” pela mídia, porém que trabalham como os mesmos.
Assim como pode acontecer com a renomada e ao mesmo tempo jogada às traças Escola de Música Villa-Lobos.
Parece piada, mas não é, a principal função da Funarj é promover a cultura em todo o estado, mas segundo o estado, ele deve diminuir sua responsabilidade, ou seja, garantir o lucro aumentando o preço de ingressos (o que já não é viável).
Então os aparelhos que não cabem dentro da iniciativa privada levariam que fim exatamente? Já que não seria mais viável ao estado se preocupar em promover a cultura, que não seria de sua responsabilidade.
Susy Savedra






