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A vitória popular sobre o golpismo midiático imperialista

Essa matéria foi publicada na Edição 436 do Jornal Inverta, em 02/06/2009

O documentário “A Revolução não será televisionada” filmado e dirigido por Kim Bartley e Donnacha O’Briainnos traz à tona algumas questões sensíveis sobre a relação dos meios de comunicação privados com o poder instituído e a sua responsabilidade com a clientela a que se dirige, as massas em geral.

A vitória popular sobre o golpismo midiático imperialista

 

O documentário “A Revolução não será televisionada” filmado e dirigido por Kim Bartley e Donnacha O’Briainnos traz à tona algumas questões sensíveis sobre a relação dos meios de comunicação privados com o poder instituído e a sua responsabilidade com a clientela a que se dirige, as massas em geral.

A equipe irlandesa Power Picture estava desde setembro de 2001 na República Bolivariana da Venezuela, estudando e filmando sobre algo que consideravam um fenômeno: a liderança carismática do Presidente Hugo Chávez. O inesperado para a equipe foi quando em Abril de 2002, algumas grandes empresas de comunicação organizaram, juntamente com o alto oficialato das Forças Armadas da Venezuela, além da embaixada estadunidense, um golpe de Estado que chegou a aprisionar o Presidente Hugo Chávez.

O documentário evidencia um alto nível de participação popular que tem como timoneiro o Presidente venezuelano, e a consequente movimentação no sentido reacionário de alguns setores da sociedade venezuelana, notadamente a burguesia corrupta, que se sentiam contrariados com a política de estatizações e distanciamento do país em relação aos Estados Unidos da América, principalmente na questão dos recursos naturais da Venezuela.

Os grandes meios de comunicação de massa da Venezuela, sendo capitaneados pela Rádio Caracas Television (RCTV) e pela Rede Globovision, diariamente registravam manchetes similares a estas: “Presidente Hugo Chávez tem verdadeira tara sexual por Fidel Castro” ou ainda “Chegamos a conclusão de que somente um tratamento contra a loucura fará bem ao presidente Chávez”. Tais manchetes nos delegam a observar e contrariar as tendências que apontam para a existência da imparcialidade nos meios de comunicação, e afirmar sim a relação direta entre comunicação e os interesses de quem a financia.

O conjunto de reportagens nos aponta além das cinco grandes empresas de telecomunicação, a participação de militares de alta patente, dos principais grupos empresariais do país e dos Estados Unidos, quando da realização da reunião final para o golpe ter sido realizada na sede da embaixada americana em Caracas.

O atentado contra a ordem democrática se deu no dia 11 de abril, com a invasão ao Palácio de Miraflores e o aprisionamento do Presidente Hugo Chávez. Outros detalhes importantíssimos são evidenciados pela equipe irlandesa, como por exemplo, a manipulação imagética dos conflitos entre militantes favoráveis e contrários a Chávez, quando se coloca os partidários do presidente como assassinos, quando na verdade estão sendo vitimados pelos disparos de prováveis atiradores de elite, ou ainda a divulgação por parte da imprensa nacional de que o presidente Hugo Chávez não teria sido vítima de um golpe de estado, mas sim renunciado ao mandato presidencial e que por tal motivo não se fazia necessário nenhum tipo de manifestação popular.

A tentativa do governo provisório de Pedro Carmona era a de ganhar tempo e aliviar as tensões, mesmo que através da violência de estado contra a massa proletária, haja visto o acordo previsto com a embaixada norte-americana. Porém como podemos verificar no documentário os golpistas não contavam com a força organizativa das massas populares, que eram a principal base de sustentação do Governo de Hugo Chávez. O desfecho se deu através da ação de oficiais determinados, que não queriam manchar a imagem patriótica das Forças Armadas venezuelanas e principalmente da capacidade de organização, agitação e luta política das camadas mais pobres da sociedade venezuelana, alistadas nos círculos bolivarianos dos mais diversos bairros e favelas de Caracas, que tiveram a ousadia de lutar e reconstituir a democracia na Pátria-irmã Venezuela, com a frustração dos planos golpistas e a volta de Hugo Rafael Chaves Frías ao posto que lhe havia sido conferido por decisão popular.

Ao avançarmos 7 anos da vitória sobre a tentativa golpista do império na República Bolivariana da Venezuela, continuamos a observar a política ofensiva estadunidense, seja através do separatismo na Bolívia, golpeado pela força do sufrágio popular, ou com a reativação sobre a justificativa de ter  sido uma simples decisão “administrativa”, tomada com objetivos “pacíficos, humanitários e ecológicos”, da IV Frota Naval dos Estados Unidos, na zona do Atlântico Sul, que na verdade servirá como um instrumento de espionagem para o tão almejado saque de nossas riquezas naturais.

Aos Comunistas Revolucionários resta a tarefa histórica e urgente de organização e enfrentamento através da insurgência frente ao Monstro Apocalíptico!!!  Até a Vitória Sempre!!!     


Abaixo o golpismo imperialista!

Viva a Revolução Bolivariana!

Viva a resistência e a luta de Cuba socialista!

Viva o Jornal INVERTA!

                   

Jairo Cubano - Sucursal/CE

 

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