Lula e o povo no mar revolto da crise
Essa matéria foi publicada na Edição 432 do Jornal Inverta, em 27/01/2009Em meio à crise econômica pela qual o mundo passa, onde grandes empresas e bancos começam a quebrar, o desemprego a aumentar, e os problemas sociais a se acentuar, o Brasil, ao contrário do que disse o presidente Lula, começa a sentir as consequências, pelo menos o povo brasileiro; as “férias forçadas” sem previsão de volta só crescem junto das demissões, em seguida, a repressão do Estado sobre os trabalhadores informais e o encarecimento da cesta básica.
Lula e o povo no mar
revolto da crise
Em meio à crise econômica pela qual o mundo passa, onde grandes empresas e bancos começam a quebrar, o desemprego a aumentar, e os problemas sociais a se acentuar, o Brasil, ao contrário do que disse o presidente Lula, começa a sentir as consequências, pelo menos o povo brasileiro; as “férias forçadas” sem previsão de volta só crescem junto das demissões, em seguida, a repressão do Estado sobre os trabalhadores informais e o encarecimento da cesta básica. Que entra em contradição com o que disse Lula, que a crise não afetará o Brasil e que o consumo desvairado é a solução para fugir dela. Mas quebrando o otimismo do Lula, em alguns casos, o povo no dia-dia tem que trabalhar 120 horas para comprar a cesta básica em torno de R$227,54, segundo o DIEESE.
A região Sul, de acordo com este departamento, teve a cesta básica mais cara no mês de dezembro do ano de 2008, chegando à R$254,89, na cidade de Porto Alegre. Em seguida vieram Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis e Brasília, com preços em volta de R$239,78(RJ), R$239,49(SP), R$239,03(SC) e R$236,15(DF). A cidade “menos cara” foi Recife, com a cesta chegando à R$183,61.
Como vem caminhando a crise, tudo indica o aumento do preço da cesta básica ao longo deste ano de 2009 quando, consequentemente, o trabalhador terá cada vez mais que trabalhar, para comer cada vez menos.
Levando em conta o preço da cesta básica de 2007, no mês de dezembro, podemos ver o quanto aumentou. Em São Paulo custava R$214,63, Porto Alegre R$212,92, Belo Horizonte R$204,80 e Rio de Janeiro R$194,46.
Uma pesquisa feita no centro do Rio de Janeiro mostra na prática o que o povo brasileiro está achando do governo Lula diante da crise e o que mais encareceu nos últimos meses.
“Compro de acordo com minhas possibilidades”, ressaltou Gelsomima, dona de casa, 51 anos, ao ser perguntada sobre a questão do incentivo ao consumo feito pelo presidente. “O povo não tem que gastar mais do que pode, e sim o que necessita”, acrescentou, concluindo que o feijão, o arroz e o ovo tem aumentado muito, e que só compra carne quando está na promoção.
Segundo Dona Altair, 75, o mês de janeiro está sendo o mês da fome. “Gostar do Lula eu gosto, mas essas previsões aí não são para todo mundo, só para rico”. Em relação à cesta básica, Altair disse que é difícil comprar carne, pois quando tem promoção, quase sempre não tem dinheiro.
Para o Sr. Mário, aposentado com 69 anos, está tudo muito caro, e que os produtos mais caros são arroz, feijão e carne.
Felipe, 18, assistente de gerente, acredita que na prática o incentivo do presidente ao consumo não vai acontecer, pois o consumo está caindo, e acrescenta que deixar de comprar não pode, pois é o básico para sobreviver, porém evita comprar em excesso.
Com base na pesquisa feita, os dados do DIEESE fazem uma comparação de dezembro de 2007 com dezembro de 2008, nos preços do arroz, feijão e carne.
A carne passou de R$9,50 em 2007 para R$11,76 em 2008 no Rio de Janeiro. O feijão passou de R$2,64 para R$ 4,37 e o arroz de R$2,04 passou para R$2,60.
Segundo a opinião pública e as estatísticas, pode-se fazer uma previsão do quanto pode estar custando a cesta ao longo deste ano de 2009 e o tamanho da dificuldade do povo brasileiro nesta crise.






