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ONU condena assassinato de indígena

O Sistema das Nações Unidas na Colômbia condenou hoje a morte de Edwin Legarda, indígena do povo Coconuco, assassinado ontem por membros do Exército em uma blitz militar no estado do Cauca. A organização internacional manifestou sua preocupação pelas informações recolhidas por seus funcionários sobre o fato de que a blitz não estava devidamente identificada e que os disparos foram realizados de forma indiscriminada.

ONU condena assassinato de indígena

Aída Quilcué, viúva,líder indígena

ONU condena assassinato de indígena


O Sistema das Nações Unidas na Colômbia condenou hoje a morte de Edwin Legarda, indígena do povo Coconuco, assassinado ontem por membros do Exército em uma blitz militar no estado do Cauca.

A organização internacional manifestou sua preocupação pelas informações recolhidas por seus funcionários sobre o fato de que a blitz não estava devidamente identificada e que os disparos foram realizados de forma indiscriminada.

Apontou que isto mostra os numerosos ataques contra a vida de indígenas que foram registrados pela Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC) e as autoridades de investigação e controle.

A ONU disse confiar que as autoridades investigarão logo profundamente estes fatos, e sancionarão os responsáveis.

O Sistema das Nações Unidas pediu que fossem implementados com urgência mecanismos eficazes para proteger o trabalho dos líderes e organizações indígenas no estado do Cauca e em todo o país.

Da cidade de Popayán, onde foram realizados os funerais de Edwin Legarda, sua viúva, a líder indígena Aída Quilcué, lançou sérias acusações contra o governo.

Em declarações à imprensa afirmou que em todo o país, aquele que se refira à defesa dos direitos dos povos indígenas é apontado como terrorista.

Em meios sociais e de oposição se insiste na possibilidade de que o ataque dos militares contra Legarda, na realidade poderia ter sido dirigido contra Quilcué, que teve uma posição radical na defesa das comunidades indígenas.

Precisamente, a caminhonete atacada era a usada normalmente pela líder indígena.

Entretanto, a investigação sobre o fato foi assumida pela Promotoria Geral da República.

Ontem, o ministro de Defesa, Juan Manuel Santos, considerou o atentado contra Legarda como um lamentável erro e anunciou a abertura de uma investigação sobre o que aconteceu.

 

Prensa Latina

 

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