ONU condena assassinato de indígena
Essa matéria foi publicada na Edição 431 do Jornal Inverta, em 23/12/2008O Sistema das Nações Unidas na Colômbia condenou hoje a morte de Edwin Legarda, indígena do povo Coconuco, assassinado ontem por membros do Exército em uma blitz militar no estado do Cauca. A organização internacional manifestou sua preocupação pelas informações recolhidas por seus funcionários sobre o fato de que a blitz não estava devidamente identificada e que os disparos foram realizados de forma indiscriminada.
ONU condena assassinato de indígena
O Sistema das Nações Unidas na Colômbia condenou hoje a morte de Edwin Legarda, indígena do povo Coconuco, assassinado ontem por membros do Exército em uma blitz militar no estado do Cauca.
A organização internacional manifestou sua preocupação pelas informações recolhidas por seus funcionários sobre o fato de que a blitz não estava devidamente identificada e que os disparos foram realizados de forma indiscriminada.
Apontou que isto mostra os numerosos ataques contra a vida de indígenas que foram registrados pela Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC) e as autoridades de investigação e controle.
A ONU disse confiar que as autoridades investigarão logo profundamente estes fatos, e sancionarão os responsáveis.
O Sistema das Nações Unidas pediu que fossem implementados com urgência mecanismos eficazes para proteger o trabalho dos líderes e organizações indígenas no estado do Cauca e em todo o país.
Da cidade de Popayán, onde foram realizados os funerais de Edwin Legarda, sua viúva, a líder indígena Aída Quilcué, lançou sérias acusações contra o governo.
Em declarações à imprensa afirmou que em todo o país, aquele que se refira à defesa dos direitos dos povos indígenas é apontado como terrorista.
Em meios sociais e de oposição se insiste na possibilidade de que o ataque dos militares contra Legarda, na realidade poderia ter sido dirigido contra Quilcué, que teve uma posição radical na defesa das comunidades indígenas.
Precisamente, a caminhonete atacada era a usada normalmente pela líder indígena.
Entretanto, a investigação sobre o fato foi assumida pela Promotoria Geral da República.
Ontem, o ministro de Defesa, Juan Manuel Santos, considerou o atentado contra Legarda como um lamentável erro e anunciou a abertura de uma investigação sobre o que aconteceu.






