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Não pagaremos pela orgia dos banqueiros com o capital!

Essa matéria foi publicada na Edição 430 do Jornal Inverta, em 30/11/2008
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O Comitê de Luta Contra o Neoliberalismo com apoio da Juventude 5 de Julho realizou, no dia 28 de setembro, uma palestra sobre o levante de 35 e a atual crise do capital, em Nova Iguaçú-RJ. No dia anterior o CLCN e a J5J denunciaram a crise em ato na Central do Brasil, com panfletagem e mobilização. É hora de ir às ruas denunciar esta crise do modo de produção capitalista que se estabelece no mundo, trazendo conseqüências para a classe trabalhadora como a carestia, o desemprego e a guerra.

Não pagaremos pela orgia dos banqueiros com o capital!

Reunião de esclarecimento sobre a crise, em Morro Agudo, com a participação de mães e jovens da região

Não pagaremos pela orgia dos
banqueiros com o capital!

 

Após ler o editorial  “A crise do Capital e o Fim da hegemonia Mundial dos EUA” e ouvir as barbaridades e besteiras da mídia burguesa é impossível ficar parado, deixando o povo alheio ao que está acontecendo, por isso a Coordenadora Continental Bolivariana - Luiz Carlos Prestes - Capítulo Brasil, do Rio de Janeiro; o Movimento Nacional de Luta Contra o Neoliberalismo e a Juventude Cinco de Julho estão indo às ruas para denunciar a crise do capital e propagandear nossas propostas ao povo brasileiro.

 

No Rio de Janeiro foram realizados vários eventos


Em Nova Iguaçu a J5J trabalhou com dois documentários: “Ilha das Flores”, que demonstra de forma bem clara que no sistema capitalistas a classe produtora de riquezas, a classe operária, fica depois dos porcos, ou seja, o povo que vive do lixo só pode catar o lixo depois que é retirado o que serve para os porcos. O outro documentário, “Maria”, retrata o drama da mulher nordestina. Após discutir sobre os documentários e o editorial a respeito da crise concluiu-se que os problemas tanto dos jovens como da população em geral, quer seja do Norte, Nordeste, Sul e Sudeste são os mesmos e que temos que nos unir para construir uma sociedade justa para todos.

Em Nova Iguaçu o CLCN em conjunto com a J5J fizeram um ato na Praça Rui Barbosa, no dia onde esclarecemos, denunciamos para o povo a crise e o conclamamos a se organizar e transformar a sociedade capitalista em socialista.

O ato foi coordenado por Jaqueline Alves, que também denunciou o sistema falando sobre o descaso com a saúde, educação, moradia e desemprego pelos governos municipal, estadual e federal, e que o povo organizado pode dar o basta à orgia dos banqueiros com o capital.

O ato contou com a presença de representantes de vários comitês da baixada e da J5J da região. O representante da juventude falou que “nesta sociedade nossa juventude já não tem oportunidade imagine com esta crise do capital? A situação vai piorar. Eles estão exterminando nosso povo vejam a estatística e vejam quem está morrendo, são os jovens da classe operária, queremos uma outra sociedade, queremos a sociedade comunista”, encerrou o companheiro.

A representante do CLCN, Osmarina Portal conclamou o povo a se organizar e a não aceitar o conceito que a burguesia faz o nosso povo acreditar que somos preguiçosos e covardes, “vamos nos espelhar no exemplo dos índios, dos negros, quando chegaram aqui no exemplo de canudos”. É possível revolucionar, exemplificou com Cuba socialista o exemplo de Fidel Castro e seu povo, finalizou a manifestante.

O ato foi positivo, cumpriu com parte de seus objetivos, o povo parou para ver o que os manifestantes falavam e ouviu atentamente as intervenções.

Em Morro Agudo, o comitê também iniciou a discussão com a comunidade, quando foi explicado como se dá a crise, o povo deu demonstração como entende na prática o funcionamento e as conseqüências do capitalismo: “Hoje as máquinas das confecções funcionam informatizadas, basta dar um clique no computador, eu vi uma máquina assim, ela desempregou dezenas de costureiras”, afirmou a moradora jovem da comunidade, Vanessa, que no final do evento afirmou: “Contem comigo para a luta”.

Em Parque Estoril, que fica entre NI e Belford Roxo, também foi discutida a crise e apresentaram propostas para se organizar, o pastor, que é um dos líderes, afirmou: “Temos que ser um líder evangélico diferente, não podemos fechar os olhos ao que está acontecendo, temos que nos juntar aos honestos, aos que dizem a verdade para o povo, vou reproduzir o que entendi desse rico editorial para minha comunidade evangélica”.

As iniciativas não param por ai, já há datas para outros locais para atos e debates em São Gonçalo, Itaboraí, Zona Oeste, Centro do Rio de Janeiro, etc.

Convidamos os leitores do INVERTA, aos nossos militantes e amigos a comemorarem o aniversário da tentativa de levante do povo liderado por Luiz Carlos Prestes, em 27 de novembro de 1935, e debater a crise do capital.

 

Osmarina Portal

 

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