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Cresce crise econômica mundial no ano de 2009

Essa matéria foi publicada na Edição 424 do Jornal Inverta, em 05/06/2008
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Vários fatores estão levando o mercado financeiro a projetar um processo recessivo no cenário econômico mundial puxado pela crise do crédito nos EUA, pois o barril do petróleo acima de US$ 100 e o encarecimento dos alimentos em nível global complicam ainda mais a economia do planeta.

Cresce crise econômica mundial no ano de 2009

 

Vários fatores estão levando o mercado financeiro a projetar um processo recessivo no cenário econômico mundial puxado pela crise do crédito nos EUA, pois o barril do petróleo acima de US$ 100 e o encarecimento dos alimentos em nível global complicam ainda mais a economia do planeta.

Leia a análise do INVERTA sobre a Atual Crise do Capitalismo e o Fim da Hegemonia dos EUA

Os indicadores econômicos dos EUA mostram que este país terá no futuro um grau de dependência do exterior ainda maior, com a desvalorização do dólar os ativos fixos como petróleo e o ouro aumentam de cotação no mercado financeiro internacional, assim como outras mercadorias primárias. A adulação do Brasil pelas oligarquias financeiras internacionais é uma grande jogada das potências imperialistas para que o nosso país se torne um fiel na balança dos fóruns mundiais para que use o seu poder para ter um projeto moderador de conflitos no terceiro mundo. A elevação do Brasil como um país com altas possibilidades de investimentos se deve as suas imensas riquezas naturais que interessam diretamente os EUA no setor energético com a descoberta da camada pré-sal na costa brasileira e com o potencial de expansão da fronteira agrícola para a produção de biocombustíveis, principalmente o etanol. Em sua campanha presidencial o candidato a presidente dos EUA pelo Partido Republicano defendeu a inclusão do Brasil no Conselho de Segurança da ONU como membro permanente, uma vez que isso vai ao encontro dos interesses norte-americanos de explorar as riquezas extraordinárias do território brasileiro que serviriam para abastecer de combustíveis o mercado interno dos EUA que consomem grande quantidade da produção mundial de petróleo e biocombustíveis.

A chamada reserva petrolífera nas águas profundas brasileiras pode chegar a 100 bilhões de barris, o que torna o Brasil um dos quatro maiores do mundo e por isso a cobiça dos EUA em tomar estas nossas riquezas é clara, assim como fizeram com o Iraque para roubar, através da guerra, o petróleo do país asiático, eles tentarão também fazer com as jazidas brasileiras. A aliança da atual administração Lula com os empresários rurais para a produção de etanol é clara, pois vários fatos isolados se encaixam em um quebra cabeça que é a energia vegetal da cana-de-açúcar. Os acontecimentos em Roraima na Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, a absolvição do fazendeiro Bida que matou a freira Dorothy e agora a demissão da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, são vitórias dos ruralistas que querem a expansão da fronteira agrícola para terras ainda inexploradas do território brasileiro e o objetivo é o aumento do desmatamento na Floresta Amazônica e no Cerrado para ceder lugar a agroindústria dos biocombustíveis como o etanol. Mais uma vez o Brasil faz um papel subserviente em relação ao poder dos EUA para abastecer os carros dos países do primeiro mundo às custas da fome de milhões de brasileiros e da depredação do meio ambiente.

Bento Pereira

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