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Movimento sindical e as reformas

Essa matéria foi publicada na Edição 418 do Jornal Inverta, em 23/11/2007

O momento em que vivemos em nosso país tem demonstrado que a luta por melhores salários e condições de trabalho são insuficientes. As perdas não constam nos índices inflacionários (inclusive os órgãos teoricamente dos trabalhadores que fazem aferição dos índices), mas a inflação é sentida pelo povo trabalhador.

Movimento sindical e as reformas



 "Os comunistas combatem para atingir os objetivos e interesses imediatos da Classe Operária; mas ao mesmo tempo defendem e representam, no movimento atual, o futuro do movimento”.  Marx e Engels - Manifesto do Partido Comunista – Obras Escolhidas. pg. 46, ed. Alfa Ômega.


O momento em que vivemos em nosso país tem demonstrado que a luta por melhores salários e condições de trabalho são insuficientes. As perdas não constam nos índices inflacionários (inclusive os órgãos teoricamente dos trabalhadores que fazem aferição dos índices), mas a inflação é sentida pelo povo trabalhador. Ex: o sindicato repõe a inflação, mais um ou dois por cento de aumento real está tudo resolvido? Não, os assalariados sabem que seu poder de compra vem diminuindo sistematicamente e sua renda está ficando cada vez mais achatada.

Os representantes dos trabalhadores têm fechado os olhos pra isto, pois o governo tem acenado com movimentos sutis (reformas) que servem para as duas grandes centrais sindicais. O foco é puramente arrecadador como no atual sistema acabaram criando a figura do sindicalista profissional. Isto acarreta que não há renovação de dirigentes nas centrais, confederações, federações e sindicatos, faltando oxigênio no movimento, (tem casos de sindicalistas com trinta anos de presidente de alguma instância no movimento sindical). Isto acaba resultando num alto grau de corrupção, que serve para destruir as organizações dos trabalhadores. Esta é a lógica dos que querem manter o curso neoliberal, perderam a vergonha e essa prática se escancarou a partir da década de noventa do século passado, se alguém tem a ilusão de que o processo neoliberal nos esqueceu de 2002 pra cá, está muito enganado.

O Brasil é peça fundamental no quebra-cabeça do imperialismo para as Américas e como tal estamos vivendo as conseqüências disto. Vários dirigentes sindicais estão no governo ou em suas entidades atreladas ao governo. Outros que se rebelaram criaram vários agrupamentos, pulverizando o movimento e não tem conseguido aglutinar e nem articular as ações de oposição às políticas neoliberais em curso.

A contradição está em efervescência no movimento sindical, pois a Central Única dos Trabalhadores – CUT – está cada vez mais a Central do PT. A corrente sindical classista (PCdoB ) está com data marcada para sair junto com grupos ligados ao PSB e PDT.

É de domínio público, no conjunto do movimento sindical, que CSC só sairia da CUT se conseguisse manter a mesma estrutura que tem hoje, na perspectiva de ampliá-la. Criar a central de trabalhadores tornou-se um bom negócio para os Companheirinhos. Já marcaram a data para a saída. Outros tantos têm tido iniciativas semelhantes, ou seja, no sentido de faturar alto.

A criação de organismos sindicais que mantêm essa concepção não tem representação significativa na luta de emancipação da classe operária. Pelo contrário, na sua maioria tornam-se um instrumento de dominação que o capital utiliza para nos oprimir. Mesmo assim temos claro que o projeto que está sendo votado no Congresso representa um golpe, porque enfraquece as entidades, diluindo o poder de negociação dos trabalhadores e abrindo brecha para a criação de frágeis e dóceis “sindicatos de empresas” e ao mesmo tempo em que estimula a disputa fratricida na base, o projeto reforça a tutela do Estado sobre o sindicalismo.

Neste contexto, necessitamos avançar em nossa compreensão organizativa e no entendimento que o Movimento Sindical pode contribuir muito para a Classe Operária e o conjunto dos trabalhadores alcançarem os objetivos estratégicos e emancipatórios. O movimento que a CSC está fazendo no rompimento com a CUT é para radicalizar o discurso, aglutinar organizações para a futura central e arrecadar mais; seguir fazendo a defesa do governo e deixar tudo como está. Para não nos enganarmos, este é um movimento do capital, como tantos que já aconteceram no Brasil contra os trabalhadores e sua organização, quando há o mínimo de enfrentamento e as classes dominantes sentiram-se ameaçadas, tratam de cooptar as lideranças e amainar o ímpeto dos que contestam sua hegemonia. Neste momento a CUT perdeu a credibilidade na defesa dos trabalhadores, sendo desmascarada sua capitulação frente ao capital, então o próprio sistema cria a saída. Neste instante com uma nova central que vai cumprir o papel de aparecer para as massas como autêntica defensora de seus interesses, mas é só forma, por que o conteúdo é o mesmo, qual seja, de impossibilitar que os trabalhadores se organizem de fato para tomar o poder.

Abaixo as reformas neoliberais em curso!

Por um Movimento Sindical Combativo, de Luta e de Classe!



Elton Lima - CLCN/RS

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