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As contradições do acidente com o avião da Gol - 1907

Essa matéria foi publicada na Edição 405 do Jornal Inverta, em 19/10/2006

O maior desastre aéreo da aviação brasileira está envolvido em uma série de contradições e se tornou um problema diplomático entre Brasil e os EUA. Morreram 154 pessoas no acidente, entre passageiros e tripulantes do vôo 1907 da Gol. As versões da Aeronáutica e dos dois pilotos do Legacy não coincidem.

As contradições do acidente com o avião da Gol

Por: Lúcio Fernando


O maior desastre aéreo da aviação brasileira está envolvido em uma série de contradições e se tornou um problema diplomático entre Brasil e os EUA. Morreram 154 pessoas no acidente, entre passageiros e tripulantes do vôo 1907 da Gol. As versões da Aeronáutica e dos dois pilotos do Legacy não coincidem.


A altitude do jato norte-americano e o funcionamento do seu Transponder (uma espécie de radar para comunicação que evita colisões com outras aeronaves) são motivos de controvérsias entre as autoridades brasileiras e os ocupantes do Legacy. Logo após o acontecido em Mato Grosso, a empresa fabricante do Transponder fez um comunicado público que começará, em breve, um Recall (uma espécie de revisão sobre o funcionamento do equipamento), pois foi detectado um problema neste tipo aparelho.

A campanha histérica da imprensa norte-americana, esta começou com as declarações do jornalista do New York Times, que estava no jato fabricado pela Embraer, de que a vigilância do espaço aéreo brasileiro é péssima, mostra que o assunto merece uma apuração mais isenta dos responsáveis pela investigação da tragédia.

No primeiro mandato de FHC foi feita uma licitação com o objetivo de aparelhar a Amazônia com um sistema de vigilância do seu espaço aéreo, foi escolhida a empresa norte-americana Raytheon, foram feitas denúncias de que o governo dos EUA usou de espionagem e de informações privilegiadas para que fosse vencedora para instalar o SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), a concorrente dos EUA, mas as investigações não foram adiante. E merece uma resposta de que se o espaço aéreo brasileiro é pouco vigiado é assim por causa dos péssimos serviços oferecidos pela Raytheon, que como foi mostrado no momento da licitação, já estavam obsoletos.

Se fosse ao contrário, em que um avião brasileiro de pequeno porte se chocasse com uma aeronave comercial nos EUA em pleno vôo e matasse 154 norte-americanos, os dois pilotos brasileiros já estariam presos como terroristas na Base de Guantânamo, em Cuba, sofrendo interrogatórios vexatórios sobre o acidente, porém, como são brasileiros, a imprensa norte-americana os trata como cidadãos de terceiro mundo que são apenas estatísticas e não seres humanos que têm sentimentos e familiares que sentirão as suas mortes.

Buscando a clareza dos fatos, podemos, sem utilizar a teoria da conspiração, fazer um retrospecto aos atentados de 11 de setembro de 2001, em território norte-americano, que levou à falência as grandes empresas de aviação de todo o mundo e a crise da Varig, perdendo grande parte das suas linhas para o exterior.

A situação falimentar da Varig é agora o acidente com o avião da GOL, pode estar ligado a uma disputa pelo mercado de aviação civil no Brasil, fazendo pressão para a entrada do capital estrangeiro no controle das empresas nacionais.
Usando o equilíbrio que o momento exige, o governo brasileiro deve defender a soberania do país sem ceder um milímetro frente aos interesses estrangeiros que fazem toda uma campanha de difamação através dos meios de comunicação.

É preciso dar uma basta a essa hipocrisia dos países ricos de nos tratar como colônia, pois no mesmo dia da eleição presidencial no Brasil foi feita uma declaração do Ministro do Meio Ambiente da Inglaterra defendendo que a Amazônia seja privatizada e não foi dada nenhuma resposta firme do governo brasileiro em relação a essa proposta esdrúxula de ameaça ao território do Brasil. Se pegarmos o fio da meada dos acontecimentos do controle da Região Amazônica pelas potências internacionais a esta parte do Brasil, a ameaça vem desde a década de 70 com o projeto do Milagre Brasileiro do Regime Militar, mas com as políticas neoliberais nos anos 90 esta perda de soberania é mais acentuada.

Devemos nos unir para defender o território brasileiro do ataque dos impérios expansionistas do norte e o povo deve tomar conhecimento do roubo e da pilhagem de nossas riquezas naturais, que são as maiores do mundo, e nossos governantes têm que deixar de ser subservientes aos interesses estrangeiros e ter voz firme nos fóruns internacionais para defender a integridade da nossa pátria não somente no discurso, mas também na prática.

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