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Operários da Cimobrás param por salários atrasados

Essa matéria foi publicada na Edição 289 do Jornal Inverta, em 17/05/2001

Os trabalhadores da metalúrgica Cimobrás em Nova Iguaçu fizeram paralisação no dia 11 de maio para reivindicar salários atrasados e direitos trabalhistas que não estão sendo cumpridos pela empresa, como depositar o Fundo de Garantia, que não está sendo feito desde 1997.

Operários da Cimobrás param por salários atrasados

Por: Márcia Silva


Os trabalhadores da metalúrgica Cimobrás em Nova Iguaçu fizeram paralisação no dia 11 de maio para reivindicar salários atrasados e direitos trabalhistas que não estão sendo cumpridos pela empresa, como depositar o Fundo de Garantia, que não está sendo feito desde 1997.

O sindicato deu sete dias úteis de prazo para a os empresários acertarem o pagamento, mas estes disseram que só dariam apenas 40% do salário atrasado e estão condicionando o pagamento à retirada do sindicato das negociações. Dois representantes dos trabalhadores que participam na mesa de negociações junto com o sindicato foram ameaçados de demissão.

Demitidos não receberam nada

Além dessas irregularidade graves, a empresa vem desenvolvendo uma política de demissão em massa. Dentro de um ano foram quase 200 demitidos, entre eles operários com mais de 20 anos de casa. Não fizeram rescisão de contrato deliberadamente, logo não pagaram nenhum direito sequer o auxílio-desemprego. Os empresários irredutíveis mandaram os demitidos brigarem por seus direitos na Justiça.

O sindicato solicitou que pelo menos a empresa concedesse uma cesta básica para os demitidos não passarem fome. Os donos da empresa se recusaram a dar.

Donos da empresa são acusados de fraudes

Os donos da empresa, a família Lavouras, alegam crise econômica para não concederem os direitos trabalhistas. Mas operários que trabalham no controle de produção afirmam que não existe crise, pois tudo que é produzido é vendido, a empresa está com a produtividade a vapor e não há estoque.

O que pode haver, segundo os funcionários, é desvio de dinheiro. Por cinco vezes, os propietários tentaram decretar falência para não pagarem os trabalhadores, mas a Justiça não concedeu, pois a família é proprietária de vários bens na cidade, possuindo várias empresas de ônibus. Portanto, não podem decretar falência.

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