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CUBA HOJE

É necessário reconhecer que em Cuba hoje se vive um período de crise, naturalmente tendo em vista parâmetros particulares que atravessam sua realidade. Disso não fazem segredo porta-vozes oficiais do seu atual governo e muito menos os que dele discordam. Por tudo isso é necessário também caracterizar-se o significado especial da crise cubana atual.

Tudo indica que, do ponto de vista material, tal crise resulta da combinação de sua antiga pobreza relativa de recursos naturais e condições decorrentes do bloqueio econômico anterior e imperialmente imposto e comandado pelos Estados Unidos da América do Norte, com as recentes modificações dos termos de relacionamento e intercâmbio de Cuba com a União Soviética e os países do leste europeu. Em suas recentes perdas, do ponto de vista econômico, este país, além de sofrer os efeitos negativos comuns aos demais países do terceiro mundo e particularmente da América Latina das mudanças no quadro mundial, teve agravadas essas influências pela redução ponderável da ajuda econômica e da favorabilidade que gozava em relações de troca que mantinha com aqueles países. Nesse sentido, no plano material e em sua expressão mais nitidamente econômica, para simplificar, é possível dizer, numa espécie de analogia com uma economia doméstica, que a sociedade cubana está com o montante historicamente desenvolvido de sua despesa, no presente sob regime de cortes, salvo em setores considerados intocáveis, como educação e saúde.


As transformações que vêm ocorrendo no mundo têm por sua vez também significados específicos tanto no plano político-militar quanto no simbólico representativo, com repercussões já detectadas sobre Cuba. Quanto ao primeiro, a essência do aparato de forças preexistentes, sobretudo das armas continua, embora com algumas reduções já acordadas e ocorridas entre as nações até há pouco conhecidas como mais poderosas. Por outro lado, entre outras razões, com o fim do Pacto de Varsóvia e a manutenção da OTAN e os acontecimentos militares mais recentes do Golfo Pérsico não só a União Soviética se debilitou como cristalizou-se a incontestável e já ostensiva e presunçosa supremacia geopolítico-militar dos Estados Unidos dá América do Norte, não obstante suas sensíveis dificuldades econômicas recentes.


No plano simbólico é também inquestionável a crise de imagem vivida hoje por Cuba e já interpretada até como maior que a anterior. Esta constituiria uma crise de valores tais como os das idéias da supremacia do planejamento centralizado sobre as leis do mercado, da visão ética de coletivista e comunista inerentes à concepção do internacionalismo proletário.


Conjugadamente essas determinantes globais da crise cubana ensejam perspectivas e prognósticos mundiais que variam desde as otimistas antevisões de redefinições dos atuais caminhos a partir de possíveis conflitos de hegemonia entre de um lado o Japão e a Europa do mercado comum e do outro os Estados Unidos da América do Norte, até a apocalíptica visão da centralização avassaladora de nova tríplice aliança de interesses norte-americanos, japoneses e europeus, supeditada pela ação e pelos fins das transnacionais, numa sinistra repartição do mundo entre si. Nesta alternativa a até agora convivência da bipolaridade horizontal (EUA x URSS) e suas relações com as eventuais multipolaridades entre outros países seria sucedida por uma nova bipolaridade verticalizada, com vocações sangrentas. Em qualquer das alternativas parece acertado o entendimento de que se renovam as necessidades de reunião de interesses dos chamados países latino-americanos do recém terceiro mundo, ainda que redefinidas em termos de realinhamento adaptados ao quadro atual.


É neste cenário mundial que Cuba se situa, com sua crise, quer no âmbito mais estritamente econômico do modo de produção socialista que pretende estar desenvolvendo, quer quando às claras repercussões políticas manifestadas nas suas formas singulares de organização política, quer ainda nas condições sociais de vida de sua população.


Nesses três planos o último — o da chamada política social — parece ser o maior sustentáculo da experiência da revolução cubana, dado que mesmo seus adversários internos e externos reconhecem-no como exitoso. O segundo — o político propriamente dito — ainda que mais vulnerável que o terceiro, não obstante o aumento do descontentamento interno e das críticas e pressões externas, parece abrigar um elevado grau de apoio ou consenso, como preferem denominá-lo aí, em torno da orientação escolhida por seus atuais dirigentes, liderados pelo comandante Fidel Castro. Tudo indica consenso também largamente baseado nas relevantes conquistas do povo com sua revolução, bem como, no plano subjetivo, no grau e tendência da consciência política da população. Além disso em mais recentes tentativas de flexibilização de mecanismos políticos tais como as recentes milhares de assembléias do Partido Comunista, pesquisas de opinião, reuniões

das lideranças das principais organizações da sociedade e até algumas mudanças nas regras do jogo eleitoral relativas ao poder legislativo ou parlamentar.


Finalmente, o ângulo econômico é sem dúvida o mais vulnerável dos distintos aspectos da atual crise cubana, com transparentes reflexos nas vigentes medidas inclusive de racionamentos e de sacrifícios relativos vividos atualmente pelos cubanos e nos diferentes padrões de consumo dos segmentos da população local, mas sobretudo entre os turistas e o povo cubano. É evidente também que os dirigentes de Cuba estão atentos a isso. Estão agindo em várias frentes internas e na relação com o exterior, inclusive com o Brasil, tentando superar suas imensas dificuldades atuais, recorrendo a vários expedientes, entre os quais o da inversão estrangeira, sobretudo nos campos do turismo, agroindústria, biotecnologia e produtos farmacêuticos.


Nesse complexo quadro, até o momento, o considerável grau de apoio do governo sugere que o sistema político tem tido elasticidade suficiente para, ao mesmo tempo que se nega a promover "aberturas" típicas insinuadas por seus adversários ou opositores, ajustar-se às circunstâncias atuais em sua luta titânica para ultrapassar, vencendo, a crise que ora experimenta. Resta saber o que conseguirão alcançar os cubanos em suas tentativas de avanços no âmbito econômico, substitutivos da situação de equilíbrio anterior, até onde vai a flexibilidade do seu regime político atual e até quando a maior parte da população que hoje apóia o governo se disporá a prosseguir nos sacrifícios que já oferece. A nós, espectadores amigos e admiradores do povo cubano e de sua revolução, além de tentarmos contribuir para o entendimento do que ocorre ali hoje, cabe também buscar formas concretas de solidariedade ao único país latino-americano que já tinha conseguido erradicar a miséria absoluta, o analfabetismo, a mendicância, as altas taxas de insalubridade e enfermidade da população e outras pragas sociais. E, tanto quanto possível, executá-las.


PEDRO CASTRO — Dr. em Ciências Sociais Pres. do Conselho Diretor do CEPPES

pamela disse:
28/09/2011 22h01

cuba hoje ainda e um pais socialista
eu apoio pois todos pondem viver igualmente

ana clara disse:
09/09/2015 19h38

eu tambem acho que todos podemos viver igual

ernesto eu sou cubano disse:
30/09/2011 22h15

graças a grande ambiçao economica norte americana,nos encontramos diante dessas situaçoes.

New Chan disse:
17/10/2011 20h43

*Parabens, gostei muito do seu post.

retardado inteligente disse:
31/10/2011 20h46

apoio o socialismo porem axo q todos sao oke criaram para sua vida todos tem a chance de estudar e ter uma vida melhor estuda kem quer tem uma vida melhor quem quer

julia disse:
08/03/2012 17h32

Cuba pode estar hoje passando por alguns problemas econômicos,mas acredito que com sua educação de alta qualidade e seu grande desenvolvimento educacional e tecnológico apesar de não receber ajuda do exterior,em relação a outros países desenvolvidos cuba se torna um exemplo de admiração e comprometimento com o seu povo.

j'f disse:
16/08/2012 20h09

aaaaaaaaa so se for mesmo socialismo.

Bianca disse:
20/08/2012 15h33

Achei ótimo sua postagem, me ajudou no meu trabalho de Geografia sobre a atual situação de Cuba, - porém situação POLÍTICA e SOCIAL - aliás, estou a sétima série. Parabéns!

carlos disse:
12/09/2012 12h21

acredito q embora em crise a cuba mostra ao mundo q pode viver sem ajuda e ainda mais tendo boa saude e educação para todos sem excessão.quem me dera que angola fosse assim

Marina disse:
26/09/2012 21h41

Viva a Cuba! O único país da América-latina que existe prioridade na educação e saúda da população! Tinhamos de tomar Cuba como exemplo e fazer algo parecido no Brasil!

G.L disse:
25/10/2012 17h02

Muiiiiiiito obbg me ajuudou baastaante

aninha disse:
30/11/2012 08h39

gostei bastante pois mi ajudou a fazer uma pesquisa de escola!!

G.L says disse:
12/05/2013 23h34

parabens os textos me ajudaram muito

Gleycy Kelly disse:
20/06/2013 17h40

Cuba hoje e um pais democratico

Raimundo disse:
14/04/2014 19h39

cuba é meu sonho de passeio um dia viva cuba

nathalia machado disse:
31/08/2014 12h37

eu achei ótimo o texto, pois me ajudou a fazer um trabalho de geografia e saber mais sobre Cuba. estão de parabéns!!!

Adriana disse:
07/09/2014 18h46

Maravilhoso saber que na história fica mais que provado que o mundo pode ser bom para todos!!!!!!!!

Adriana disse:
07/09/2014 18h49

Conhecer mais sobre a revolução cubana me fez até sonhar com um Brasil melhor!!!

Arao Sapalo disse:
19/02/2016 07h35

meu sonho e fazer faculdade de medicina na Cuba, parabens Cuba

frantyesco silva disse:
13/01/2011 14h31
   A cuba não é um pais nécessariamente deferente dos outros,e em todos
 os paises tem crise entam não é novidade .
joaquin onorio ferreira da silva disse:
13/01/2011 14h31
eu queria que cuba fosse aliada ao Brasil porque esses países tem muita semelhnça um para com o outro e eles tanben poderia fezer umacordo e ajumtar verbas para que os dois países podessem se ajudar
Pedro Paulo disse:
13/01/2011 14h31
É sabível por todo o mundo o quanto o nefasto Estados Unidos da América, temerosos em ver a ascensão do sistema socialista de produção, impôs embargo econômico a este país, visto que o mesmo faz parte da América Latina, e Cuba poderia sevir de parâmetro para o demais e, para evitar criou diversos mecanismo para inviabilizar o desenvolvimento, que sempre teve como objetivo propiciar condições dignas a seus habitantes, como o fez o grande Fidel; Cuba é um páis exemplo, seu IDH é um dos melhores do mundo, analfabetismo é praticamente zero, seu sistema de saúde é um dos melhores do mundo, sua educação é extremamente qualitativa. Muito me orgulho deste pequeno país e do seu chefe político, o grande Fidel, que mesmo afastado, tem papel determinante. Viva Fidel, Viva Tche, viva Raul Castro, viva o povo cubano.
jaylton disse:
13/01/2011 14h31

 como posso saber mais sobre a cuba



wallyson disse:
13/01/2011 14h31
  O comunismo sera inevitavel ,mas os meios de comunicação são govenado por homens capitalistas extremamente interessado em formar opinião.
PROF. ADRIANOV ZHUKOV disse:
13/01/2011 14h31
ESTIVE EM CUBA NO COMEÇO DESTE ANO, PARTICIPANDO DA XVI BRIGADA SULAMERICANA DE TRABALHO VOLUNTARIO E VISITAS A ESCOLAS,HOSPITAIS ETC...TRES PILARES TU ENCONTRAS EM CUBA: SEGURANÇA,SAUDE E EDUCAÇÃO..COISAS QUE AQUI NO BRASIL DÃO UTOPIAS....
www,zhukov.flogbrasil.com.br
PROF. ADRIANOV ZHUKOV disse:
13/01/2011 14h31
sarah andrade reis disse:
13/01/2011 14h31
hoje eu to cursando o 9 ano e estou estudando tudo sobre a cuba,e queria mais sobre isso. com que faço?
jaylton disse:
13/01/2011 14h31

 como posso saber mais sobre a cuba
Janaína disse:
13/01/2011 14h31
alguem por favor pode me responder como está Fidel em questão de saúde e se já voltou no comando?
e alguem sabe me dizer se as pessoas que vivem em Cuba apoiam esse sistema socialista.
Anônimo disse:
13/01/2011 14h31
Ola,
Recomendo a voce ler o jornal Granma, de Cuba. Ele pode ser assinado na página da Cooperativa Inverta ou encontrando em bancas: http://inverta.org/cooperativa/loja/jornais/
Clara disse:
13/01/2011 14h31
Perguntas:

1ª Quem governa Cuba atualmente?:
2ª Como essa pessoa governa Cuba?
Anônimo disse:
13/01/2011 14h31
Hoje Cuba é governada pelo povo, principalmente pela classe operária organizada como partido político. Esse governo se dá mediante a alta participação popular de um povo culto e educado.
Miguel Tostes disse:
13/01/2011 14h31
     Estive em Cuba 2 vezes, tenho uma filha que lá reside ha 8 anos, uma coisa chama atenção: a educação, a saúde bem boa compsta por médicos cultos e educados e não por estes cavalos do INSS, a segurança ótima não igual a daqui feita por policiais marginais
Marcelo Alves Stefenoni disse:
13/01/2011 14h31
Cuba

 

 

Alguém aí conhece ou já teve a oportunidade de conversar com um cubano?

Conheço vários, dentre amigos e professores e posso afirmar que além de cordiais, são muito bem educados no sentido técnico formal.

Mesmo para um país pequeno, sem os imensos recursos naturais de seus vizinhos e ainda que sufocados pelo nefasto embargo norte-americano, o regime cubano fez e faz mais pela educação, saúde e segurança pública dos seus cidadãos que muitos "satélites de Washington", inclusive o Brasil dos anos do “milagre” (...)

Os cubanos tem uma educação refinada e uma visão humanística profunda, algo, aliás, que poucos brasileiros possuem.

Perguntem-se como fomos impedidos de ter isso.


Marcelo Alves Stefenoni

Vitória/ES



 


PROF. ADRIANOV ZHUKOV disse:
13/01/2011 14h31
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