Artigos sobre a Crise do Capital
Coletânea de matérias publicadas na edição impressa do Jornal Inverta sobre a Crise do Capital
A Crise do Capital e o Fim da Hegemonia Mundial dos EUA
Texto de Aluísio Beviláqua analisando sob o prisma do Marxismo Leninismo a Crise do Capital.
Um cenário para o Brasil em 2009
Estamos em 2009, um ano decisivo na nova correlação de forças entre as classes sociais vigentes na sociedade brasileira. Um ano em que a abrangência dos efeitos da crise econômica mundial sobre o país será o grande divisor de águas e se refletirá na ação dos diversos segmentos sociais e partidos políticos, tendo em vista as eleições de 2010.
Pacote de Barack Obama não resolverá a crise
No dia 16/02, Obama lançou, sem apoio republicano, o maior pacote de estímulo fiscal da história dos EUA, de US$ 787 bilhões, ou o equivalente a 5% do PIB do país em 2 anos. O Pacote deverá somar-se ao plano de auxílio ao Sistema Financeiro anunciado no final de janeiro e, apesar de seu fundamento keynesiano – de incentivo ao investimento e à economia real – pode cair no pecado original da bolha: verter moeda fiduciária na economia sem corresponder ao valor real, ao trabalho humano efetivamente acrescentado à sociedade.
Salário-mínimo aumenta, mas não alivia crise
O novo mínimo de R$ 465, vigente desde o dia 01/02, representa 5,7% de aumento real (descontada a inflação), mas não compensa os efeitos da crise. O Nível de Emprego Industrial, indicador da atividade da economia real, teve queda-recorde de 1,8% em relação ao ano anterior. Segundo o DIEESE, em janeiro as despesas mínimas necessárias para a subsistência de um trabalhador(a) e sua família foram de R$ 2.077,15, ou 4,46 vezes o novo salário mínimo. A relação melhorou em relação a dezembro de 2008 (4,83), mostrando o ligeiro aumento do salário real, mas ainda assim deixa muito a desejar.
Lula e o povo no mar revolto da crise
Em meio à crise econômica pela qual o mundo passa, onde grandes empresas e bancos começam a quebrar, o desemprego a aumentar, e os problemas sociais a se acentuar, o Brasil, ao contrário do que disse o presidente Lula, começa a sentir as consequências, pelo menos o povo brasileiro; as “férias forçadas” sem previsão de volta só crescem junto das demissões, em seguida, a repressão do Estado sobre os trabalhadores informais e o encarecimento da cesta básica.
A crise e o remédio do governo Lula
Não há dúvida que a grave crise provocada pela política de terror neoliberal é o principal pano de fundo de toda a conjuntura internacional, inclusive nacional. O governo Lula procura de todas as formas minimizar a crise no país e vender a imagem de que no Brasil vai tudo bem, obrigado. Quer afastar a crise sem mudar os rumos de sua política econômica. Mas, para a massa consumir mais, precisa de salário, emprego, seguridade social e crédito facilitado.
Como a China enfrentará a crise capitalista
Qual a situação da China frente ao declínio da hegemonia dos Estados Unidos e da crise capitalista atual? Em três aspectos a China se distingue no cenário de crise atual. Primeiro, vai continuar crescendo no próximo ano a uma taxa de 8 a 8,5%, declinando em apenas 1 ponto do ano de 2008.
Não pagaremos pela orgia dos banqueiros com o capital!
O Comitê de Luta Contra o Neoliberalismo com apoio da Juventude 5 de Julho realizou, no dia 28 de setembro, uma palestra sobre o levante de 35 e a atual crise do capital, em Nova Iguaçú-RJ. No dia anterior o CLCN e a J5J denunciaram a crise em ato na Central do Brasil, com panfletagem e mobilização. É hora de ir às ruas denunciar esta crise do modo de produção capitalista que se estabelece no mundo, trazendo conseqüências para a classe trabalhadora como a carestia, o desemprego e a guerra.
O mundo em crise e o Oriente Médio
Que elementos novos, presentes na conjuntura do Oriente Médio, podem ser levantados nesse momento de agravamento da crise capitalista? Compreender o que se passa nessa região tem relevância, porque sabemos que trata-se, juntamente com a América Latina, de área estratégica nos planos do imperialismo.
Mais uma faceta da crise dos EUA
Ao ler jornais, assistir os programas de opinião, os noticiários nas rádios e televisões os espectadores escutam sobre a catastrófica crise financeira que atingiu o centro do império e que certamente terá sérias repercussões e conseqüências em todo o mundo. As palavras mais escutadas são bolsa de valores, subprime, alta do dólar, ações, pacote de resgate, seguradores, bancos... Porém, onde ficam as pessoas nestas análises e notícias? Como esta crise está afetando e irá afetar a vida dos milhões de homens e mulheres que não são os responsáveis pela mesma? O que acontecerá com os responsáveis?
O Brasil resiste à crise?
A reunião dos G-20 presidida pelo ministro da Economia Guildo Mantega, com a presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, mostrou a gravidade da crise, e teve como principal tema a crise financeira mundial. O governo brasileiro declarou que o país estaria imune à crise, mas se previne quanto a ela, em declaração em Washington, Mantega afirma que o plano de crédito do G-7 deixa de fora os países emergentes.
A Crise do Capital e o Fim da Hegemonia Mundial dos EUA
A crise financeira atual que ameaça jogar por terra a hegemonia mundial dos EUA e seu sistema imperial. Naturalmente, o império não cairá sozinho. O Brasil necessita urgentemente de um caminho alternativo para que o povo brasileiro não pague a conta das orgias dos banqueiros com o capital. O caminho é o de uma integração continental sob as bases distintas da doutrina neoliberal, que tenha como objetivo, além das trocas iguais das mercadorias, a demarcação de um cinturão de segurança alimentar proibido ao biodiesel, a defesa das reservas de água potável e a biodiversidade.
"Crise hipotecária" estoura, e revela sua essência de superprodução
Se até agora a movimentação no Centro Dinâmico do capitalismo mundial era por evitar o estouro da crise hipotecária, forma pela qual se manifestou a crise de superprodução no mercado imobilário dos EUA, a ação agora parece ser de contenção de danos.
Terceiro maior banco de investimentos dos EUA quebra e país estatiza bancos hipotecários
Lehman Brothers pede concordata e nem mesmo a nacionalização temporária dos dois maiores bancos de hipotecas dos EUA, FannieMae e FreddyMac, parece ter sido suficiente para estancar a crise no centro dinâmico do capitalismo mundial.
Cresce crise econômica mundial no ano de 2009
Vários fatores estão levando o mercado financeiro a projetar um processo recessivo no cenário econômico mundial puxado pela crise do crédito nos EUA, pois o barril do petróleo acima de US$ 100 e o encarecimento dos alimentos em nível global complicam ainda mais a economia do planeta.
Crise econômica se aprofunda no planeta
As últimas pesquisas divulgadas pelo Banco Central dos EUA (FED) sobre a economia dos EUA mostram que em maio houve o crescimento mais lento dos últimos 18 anos.
Neoliberalismo precariza relações de trabalho
Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo estão em condições indecentes de trabalho.
Crise Mundial afeta comércio
Países do Mercosul propõem diminuir as tarifas alfandegárias dos países desenvolvidos para produtos agrícolas em 6% ao ano. A União Européia (UE) é a região do planeta que mais impede a entrada de produtos agrícolas de fora de suas fronteiras, impondo regras ao comércio no mercado mundial de Commodities com seus subsídios.
EUA: Retrocesso da economia aumenta produção de armas
Caderno Especial Artigo de Antônio Duarte, militante e mestre em antropologia pela Universidade de Estocolmo Jornal Inverta, Ed. 289 (17 a 24 de maio de 2001)
Crise: Cai o número de empresas japonesas no exterior
TÓQUIO- As empresas japonesas estabeleceram 296 unidades no exterior durante o ano fiscal de 1999. São 144 a menos em relação ao ano anterior, representando a quarta queda anual consecutiva, informou o Ministério japonês de Economia, Comércio e Indústria.





