Trabalhadores da Cultura contra Dória: Descongela a Cultura Já!

São Paulo – Reunidos em assembleia no galpão do Folias D'Arte, grupo de teatro residente na capital paulista, mais de quinhentos trabalhadores e trabalhadoras da cultura decidiram pela criação de uma frente única pelo descongelamento integral do orçamento municipal de cultura.

São Paulo – Reunidos em assembleia no galpão do Folias D'Arte, grupo de teatro residente na capital paulista, mais de quinhentos trabalhadores e trabalhadoras da cultura decidiram pela criação de uma frente única pelo descongelamento integral do orçamento municipal de cultura.

No início de fevereiro, um comunicado da recém-empossada gestão tucana da prefeitura anunciou que 43,5% do orçamento para a referida pasta, aprovado no ano anterior, seria congelado. Subtraídos os custos operacionais (pagamentos de funcionários, tercerizados de segurança, limpeza, etc.), a secretaria teria, em 2017, pouco menos de 50 milhões de reais para as atividades de cultura da maior metrópole da América do Sul.

São Paulo também é conhecida como uma das cidades mais importantes do mundo em termos de políticas públicas de cultura. Nos últimos 14 anos, importantes mobilizações da categoria cultural conseguiram aprovar leis municipais que garantem o fomento público à produção e à pesquisa artística.

Essas leis, chamadas de “Fomentos às linguagens” artísticas, que tem sido a marca da política cultural das gestões anteriores, se encontram 100% congeladas.

Além disso, importantes programas de formação premiados internacionalmente, como o Programa Vocacional (cursos continuados gratuitos em equipamentos municipais, principalmente na periferia) e a EMIA (Escola Municipal de Iniciação Artística) encontram-se com o início das atividades suspensas devido ao congelamento da verba.

O atual secretário de Cultura, André Sturm, realizou no início de fevereiro diversas conversas setoriais com representantes das diferentes linguagens artísticas, mas com um único recado: não há possibilidade de descongelamento total, vamos dividir as migalhas.

Diante desta situação, representantes de entidades, cooperativas e coletivos das diversas linguagens artísticas decidiram unificar a luta pelo descongelamento integral do orçamento municipal de cultura, e criaram a “Frente Única – Descongela a Cultura Já”.

O primeiro ato do movimento, realizado no dia 22 de fevereiro em frente à prefeitura, mobilizou mais de 2.000 trabalhadores e trabalhadoras da cultura.

Sucursal SP